Maisfutebol
5. října 2026
A expulsão de Francisco Conceição no Estádio do Dragão diante da Noruega, no momento em que estava a ser substituído, trouxe à memória a história expulsão de Rui Costa por Marc Batta que, em 2027, vai fazer trinta anos. As circunstâncias são bem distintas e o cartão vermelho ao jogador da Juventus não foi tão dramático como a do antigo jogador da Fiorentina, mas não deixou de haver uma sensação de déjà vú até porque envolveu outro Conceição, neste caso, o pai do Chico.
Começamos pela expulsão mais recente, a que todos vimos, no domingo à noite. Portugal já estava a vencer por 2-1 e cronómetro registava o minuto 86.
Francisco Conceição tinha ficado caído na área, instantes antes, a queixar-se de uma grande penalidade quando Jorge Jesus decidiu substituir o jogador da Juventus. Ainda a queixar-se do lance anterior, o avançado dirigiu-se para a linha lateral, devagar, e, quando já estava a chegar ao limite do campo, o árbitro Maurizio Mariano mostrou-lhe um primeiro cartão amarelo, o jogador português mostrou-lhe o polegar e, ato imediato, o árbitro italiano exibiu um segundo amarelo e consequente vermelho.
🎥👍 Francisco Conceição has received a red card after giving the referee a thumbs up. https://t.co/RrO4QgEgnR
— Patri 🇪🇸⭐🌟 (@TheJuventusGirl) October 4, 2026
Em dois tempos, Portugal ficava reduzido a dez, mas, no pouco tempo que faltava para o final do encontro, acabou por segurar a curta vantagem que garante, desde já, a qualificação de Portugal para os quartos de final da Liga das Nações. Nada de dramático. Francisco Conceição terá de cumprir um jogo de castigo, vai falhar o duelo com a Dinamarca, em Braga, mas Portugal já está qualificado.
Há 29 anos, mais precisamente a 6 de setembro de 1997, foi tudo mais dramático.
Em 1985, Portugal tinha garantido a presença no seu segundo Campeonato do Mundo com o histórico golo de Carlos Manuel em Estugarda. Doze anos depois, estava em circunstâncias idênticas, precisava de vencer na Alemanha, desta vez no Estádio Olímpico de Berlim para ter possibilidades de jogar o Mundial de 1998.
Portugal adiantou-se no marcador ao minuto 71, com um golo de Pedro Barbosa, com assistência de Luís Figo e, três minutos depois, Artur Jorge decidiu substituir Rui Costa por Sérgio Conceição. O jogador da Fiorentina, que já tinha visto um cartão amarelo aos 24 minutos, encaminhou-se para a linha lateral, a passo, quando o árbitro Marc Batta, em passo de corrida, mostrou-lhe o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho.
Rui Costa, que nunca tinha sido expulso, levou as mãos à cara, não acreditava no que tinha acabado de acontecer. Estava a pouco mais de um metro de Sérgio Conceição que acabou por entrar, instantes depois, mas para o lugar de João Vieira Pinto. Portugal ficava, assim, reduzido a dez, com quinze minutos pela frente, mas perdeu totalmente o controlo emocional.
Foi um drama em crescendo porque, quatro minutos depois da expulsão do número 10 de Portugal, Ulf Kirsten marcou mesmo o golo do empate. Com a vitória, Portugal ficava em vantagem sobre a Alemanha, uma vez que tinha empatado na Luz (0-0), e ficaria a depender de si próprio para vencer o grupo, mas, com o empate, acabou por ser a Alemanha a ganhar o grupo (22 pontos) e Portugal (19 pontos), caiu para o terceiro lugar, atrás da Ucrânia (20 pontos) que ainda foi ao play-off.
Rui Costa terminou o jogo em lágrimas e nunca perdoou o árbitro francês.
Článek od Maisfutebol. GoalingBreak zobrazuje text pro snazší čtení: všechna práva zůstávají vydavateli.
Přečíst originál →