Maisfutebol
October 11, 2026
A era Severino em Arouca foi inaugurada com triunfo, no sopé da Serra da Freita, frente ao Estrela da Amadora (1-0). E foi preciso estrelinha para vencer na oitava jornada. Face ao empate em Alvalade, o novo timoneiro dos lobos apostou no médio Pablo Gozálbez, em detrimento de Mateo Flores.
Nos tricolores, Pepa teve três semanas para analisar a derrota caseira com o Académico de Viseu e optou por promover o regresso do central Luan Patrick, no lugar de Schappo.
Perante mais de 1300 adeptos e o quarto melhor ataque da Liga – o Estrela já marcou 14 golos – o Arouca inaugurou o marcador à primeira oportunidade, quando o relógio decalcava o quinto minuto. Solto pela esquerda, o extremo Djouahra aproveitou para visar a área, encontrando o desvio certeiro de Barbero.
O “ponta” espanhol cabeceou para o quinto golo no campeonato, enquanto Djouahra se isolou na liderança das assistências, com cinco.
Barbero abriu o marcador na Vila dos Lobos 🐺
#sporttvportugal #LIGAnaSPORTTV #LigaPortugalBetclic #FCArouca #CFEstreladaAmadora #betanolp https://t.co/SK4b8e826f
— sport tv (@sporttvportugal) October 11, 2026
Ao invés de reagir, o Estrela amedrontou-se, pelo que Fukui, Pablo Gozálbez e Trezza ameaçaram o 2-0. Um arranque que terá animado o embaixador do Japão em Portugal. No camarote presidencial, com um cachecol azul e amarelo aos ombros, Tsutomu Nakagawa, de 63 anos, assistiu à partida na companhia da família.
Os forasteiros apenas efetivaram a reação depois da meia-hora. Ainda que desprovidos de fluidez ofensiva, os comandados de Pepa viram um penálti assinalado aos 32 minutos – mas revertido por fora de jogo. Entre ameaças – e precipitações – o Estrela conquistou outro penálti aos 45+2m – e este contou, por mão do central Javi Sánchez.
Todavia, o extremo Stoica – um dos melhores marcadores do Estrela – atirou à barra. O esférico até beijou a linha de golo, mas seguiu o caminho oposto da baliza.
Na resposta, aos 45+4m, o Arouca beneficiou de um canto à direita, com o capitão Tiago Esgaio a desafiar os reflexos do guardião Léo Linck.
Ao intervalo, a vantagem do Arouca justificava-se pelo esclarecimento em posse e pela organização na pressão e na transição defensiva. Assim que agarraram a vantagem, os lobos optaram por recuar, desfazendo a pressão com passes rápidos e muita classe.
Por sua vez, o Estrela controlava a posse (62 por cento), tinha mais ataques (18-9), livres (2-0) e cruzamentos (16-6), mas era prejudicado na construção e pela intermitência recuada.
A etapa complementar esteve longe de ser vistosa. O ritmo caiu a pique, as substituições e os nervos descartaram o brilho da primeira parte. O controlo do Estrela continuou a ser enganador, uma vez que as oportunidades escassearam. Os tricolores foram incapazes de assustar, com inúmeros cruzamentos e passes sem correspondência, além de remates fracos.
O único momento digno de registo deu-se ao minuto 77, quando o avançado Nandín – entrado 11 minutos antes – foi lançado na profundidade pelo meio, mas não foi capaz de fintar Linck.
O regresso às vitórias atira o Arouca para o quinto lugar, com 14 pontos, quatro sobre o Estrela da Amadora (9.º).
No fim de semana há Taça de Portugal, com o Estrela a viajar até Santarém para defrontar o Fazendense (Campeonato de Portugal), no sábado (15h30). Por sua vez, o Arouca visita o Belenenses (Liga 3) no domingo (14h).
O extremo francês assistiu Barbero ao quinto minuto, desferindo um cruzamento perfeito. Bom de bola e sempre o mais perigoso no ataque do Arouca, o avançado acumulou um remate, dois dribles, dois alívios, dois cortes e ganhou quatro duelos – em cinco.
É o líder das assistências na Liga (cinco) e, aos 26 anos, aponta à melhor época da carreira. Djouahra leva cinco assistências em oito jogos, depois de sete golos e três assistências em 36 partidas pelo Arouca na última temporada.
O Estrela viu o romeno desperdiçar a melhor oportunidade de todo o encontro. Os tricolores nunca convenceram no ataque, com inúmeras precipitações e falhas de sintonia. A visita a Arouca revelou a pior versão da turma de Pepa. Esteve longe de ser um bom regresso à competição.
Já o era com Vasco Seabra. Os lobos prometem continuar a encantar, agora sob comando de Vítor Severino. Sem receio de resistir na defesa, o Arouca espera pelo melhor momento para contra-atacar de forma pragmática, juntando laterais e extremos nas investidas à área, onde mora Barbero.
Pelo meio, Fukui descarta adversários com rápidos dribles, desbloqueando a pressão. Não há que complicar. Do ataque à defesa, o Arouca continua bom de bola, esclarecido e – aparentemente – sereno.
Jogam de olhos fechados. Se foi perfeito? Não. Mas quem dera à concorrência.
Article by Maisfutebol. GoalingBreak shows the text for easier reading: all rights remain with the publisher.
Read the original →