Maisfutebol
11 de octubre de 2026
«É uma vitória justíssima, da única equipa que criou oportunidades par ganhar»
«Convenci os adeptos hoje porque ganhei, no próximo jogo tenho de o voltar a fazer»
Marco Silva, treinador do Benfica, na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo sobre o Vitória de Guimarães (2-0), no Estádio da Luz, em jogo da 8.ª jornada da Liga.
«Uma vitória justíssima. A nossa equipa criou oportunidades para ganhar, foi a equipa que mais fez por ganhar, como nos competia. Era a nossa obrigação voltando a jogar depois de tanto tempo na Luz. Começar por agradecer aos nossos adeptos, mais de sessenta mil, com um apoio constante à equipa. Em relação à vitória, uma entrada muito forte nossa, os primeiros trinta minutos foram de grande, grande qualidade. Muita dinâmica, muitas e boas oportunidades para praticamente resolver o jogo naqueles trinta minutos. É certo que criámos oportunidades flagrantes, alguma só com o guarda-redes pela frente porque fomos capazes de criar».
«Esperávamos algo do Vitória, que jogasse com uma linha de cinco ou baixasse um dos médios e foi isso que fizeram praticamente a marcarem o Prestianni no campo todo, com uma marcação individual. Mas a realidade é que, mesmo dessa forma, nós na primeira meia-hora fomos capazes de criar muito boas dinâmicas, quer na esquerda, quer na direita, encontrámos o Pavlidis muitas vezes para fazer a bola chegar ao João [Palhinha] e, a partir dali, conseguirmos ligar».
«Criámos oportunidades e praticamente não permitimos aproximações. Lembro-me de um desvio do ponta-de-lança ao primeiro poste, mas a bola nem chegou a sair enquadrada. Nos últimos quinze minutos perdemos algum controlo, não conseguimos levar tanto a bola para o último terço ofensivo. Não estou a dizer que perdemos o controlo do jogo em si, mas perdemos a arma de ter a bola no meio-campo ofensivo. Tomámos decisões que não eram as melhores e não fomos tão acutilantes. Marcando um ou dois golos naquele momento, tirávamos logo o acreditar ao adversário. Não o fizemos e com o 1-0 há sempre esse acreditar».
«Na segunda parte perdemos muitas bolas sem razão e o Vitória nem alterou nada na pressão. E começámos a alterar. Com as entradas do Aursnes e do Echeverri, para nos dar mais qualidade com bola. Sabemos que o Barreiro também dá isso, mas queríamos ficar um pouco mais posicionados. Tiveram um bom impacto, mas com o desconforto do Bah precisámos de mudar novamente. O Sudakov teve impacto com o golo que fez, muito importante para ele e para a equipa. A segunda parte não foi ao nível que queremos e devemos, mas a realidade é que o Vitória tem uma oportunidade num cruzamento. De resto não têm um único remate enquadrado. Ganhar na Luz e sem sofrer golos, que é ainda mais importante. Depois, podemos e devemos fazer melhor.»
«Como profissional, sei que tenho de convencer uns num dia e defender outros na quinta-feira. O futebol é muito volátil, por isso não me foco muito nisso, embora saiba da sua importância. Um dos meus primeiros objetivos ao chegar foi fazer com que os adeptos nos conhecessem e se revissem na equipa. Temos demonstrado sempre determinação, atitude, boas exibições e vitórias. Criámos uma identidade clara. Sei que o meu trabalho passa por convencer primeiro os jogadores e depois os adeptos no terreno de jogo, mas vou dando o meu melhor com a certeza de que, assim, os adeptos ficarão satisfeitos».
«Vocês vão ver-me a protestar quando forem faltas nos jogadores do Benfica, não vou protestar faltas em jogadores do V. Guimarães... Vou ser honesto convosco. Polémicas? Felizmente, hoje não aconteceu nada disso no jogo.
Mas acho que é claro, há dois ou três momentos de faltas que deveriam ser para cartão amarelo. Se protestei mais ou menos, não me lembro. Vocês sabem e já reconheci isso, tento jogar o jogo com os meus jogadores no banco.
Tento controlar-me, às vezes não consigo. Não vou fazer um papel que não é o meu. Às vezes sou mais chato do que deveria, mas quando vemos coisas que não nos agradam assim tanto isso pode ter alguma influência nas reações.
«Em relação ao Prestianni, está tudo bem com ele. Fez mais um grande jogo. Foi uma conversa normal, estávamos a comentar sobre os nossos últimos quinze/vinte minutos. Foi algo mais tático. Mas também falei com o Durán, com o Sudakov depois... Aproveito esse momento porque damos quase ali uma volta olímpica e é importante passar algumas mensagens aos jogadores. O Prestianni gosta de ficar para o fim e de conversar comigo».
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