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11. lokakuuta 2026
O Académico Viseu venceu o Estoril, no Estádio do Fontelo, este sábado, e somou a quarta vitória consecutiva na Liga. A longa paragem do campeonato não interrompeu o sonho da equipa da casa e, por outro lado, também não serviu para atenuar o pesadelo da equipa de Vasco Matos que, ao fim de oito jogos, continua sem conseguir vencer na Liga 2026/27.
Duas equipas com trajetórias claramente opostas. De um lado, um Académico em festa, com quatro vitórias consecutivas, bom futebol, bons golos e um surpreendente quinto lugar na classificação. Do outro, um Estoril que ainda não venceu, está no último lugar e que voltou a cair nos instantes finais do jogo: perdeu em Braga com um golo aos 83, perdeu em casa com o Casa Pia com um golo aos 89 e, esta noite, voltou a cair com um golo aos 88.
Bruno Pinheiro manteve-se fiel à fórmula de sucesso que encontrou antes da paragem, apostando num onze que contou com nove jogadores que na época passada militavam no segundo escalão. Vasco Matos fez quatro alterações em relação ao desaire, em casa, diante do Casa Pia, mas não houve melhorias significativas, pelo contrário, a equipa da linha continua a apresentar um diagnóstico preocupante.
Um jogo que começou com um ritmo baixo, mas com um claro ascendente da equipa da casa à medida que os minutos corriam. O Estoril defendia com uma linha de cinco e procurava pressionar alto com os restantes cinco jogadores, deixando um enorme vazio no meio que o Académico foi aproveitando para assumir o controlo do jogo, com destaque para Luís Silva e Kahraman que conseguiam estabelecer a ligação da defesa com o ataque sem grande oposição.
O Académico era rápido na reação à perda, com o recurso a muitas faltas [à passagem da meia-hora já tinha feito 10, contra apenas 2 do Estoril], enquanto os canarinhos eram bem mais macios, concedendo muitos espaços ao adversário. Holsgrove até arrancou um bom remate, depois de uma boa combinação com João Carvalho, mas, nesta altura eram os viriatos que já mandavam no jogo.
Foi já sem grande surpresa que Kahraman abriu o marcador, ao minuto 29, em mais um lance em que recebeu uma bola no corredor central. Sem oposição pela frente, o médio turco disparou forte com o pé esquerdo, sem hipóteses para Joel Robles. Um bom golo a materializar o cada vez mais evidente ascendente da equipa da casa.
Um controlo que se manteve até ao intervalo, com o Estoril a acusar o golo e a sentir tremendas dificuldades para ensaiar uma reação. O Académico dominou o jogo e até podia ter ampliado a vantagem num remate de Lorougnon Gohi salvo, sobre a linha fatal, por Tsoungi, quando Joel Robles já estava batido.
Vasco Matos procurou resolver a evidente lacuna no meio-campo do Estoril, com a entrada do internacional bósnio Omerovic [esteve na despedida da seleção de Dzeko] que deu maior liberdade de movimentos a João Carvalho e a verdade é que o Estoril entrou forte na segunda parte, com destaque para um remate de João Carvalho que passou muito perto do poste.
O Estoril passou a ter definitivamente mais bola, mas era, de alguma forma, uma posse consentida pelo Académico que, com linhas mais recuadas, procurava tirar proveito da expectável subida dos canarinhos para responder com transições rápidas. Uma aposta que não trouxe resultados porque este Estoril, com apenas uma alteração, mudou da noite para o dia.
Com um bloco bem mais equilibrado, o Estoril acabou mesmo por chegar ao empate, aos 57 minutos, num segundo remate de Rafik Guitane, depois de Ewerton já ter defendido um primeiro de Omerovic. Um empate que moralizou a equipa de Vasco Matos que aproveitou o embalo para continuar a carregar sobre a baliza de Ewerton e a reviravolta no marcador esteve à vista, num remate de André Lacximitant que foi ao poste e ainda bateu nas costas do guarda-redes do Académico antes de sair para fora.
Agora era a vez de Bruno Pinheiro corrigir, também com mudanças no meio-campo, procurando recuperar o controlo do jogo, com as entradas de Mortimer e Alejandro Mestanza e, logo a seguir, André Clóvis ficou a centímetros de marcar, com um remate colocado que levou a bola a passar muito perto do poste.
O Académico voltou a crescer no jogo, mas agora tinha pela frente um Estoril bem mais equilibrado nas transições e a sair com mais critério. O jogo encaminhou-se de forma acelerada para o final e, quando parecia que ia acabar com um empate, a bola chegou aos pés de Messeguem e o alemão disparou-a, com o pé esquerdo, levantando em uníssono as bancadas do Fontelo.
Estava confirmada a quarta vitória consecutiva do Académico, uma sequência digna de um grande!
Vitória caseira do Académico de Viseu com duas 💣
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— sport tv (@sporttvportugal) October 10, 2026
É um dos jogadores mais queridos dos adeptos do Académico e quem viu o jogo desta noite fica a perceber porquê. O médio alemão entrega-se totalmente ao jogo, luta por todas as bolas e a verdade é que recupera muitas.
Foi determinante no meio-campo, a estabelecer as ligações e nunca pareceu condicionado pelo cartão amarelo que viu ainda na primeira parte. É verdade que mudou de posição, deixou o 6 para passar a jogar como 8 e foi já nessas novas funções que marcou o grande golo da vitória. Foi substituído no período de compensação com o seu nome a ecoar nas bancadas.
É o grande momento do jogo. O cronómetro apontava para o minuto 88 e o jogo parecia que ia acabar com um empate quando a bola chegou aos pés do alemão que deu-lhe um jeitinho antes de, atrás da meia-lua, disparar uma bomba. Amissah teve de baixar a cabeça e Joel Robles nem teve tempo de esboçar uma defesa. Que grande golo a fechar a noite no Fontelo.
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