Maisfutebol
2026年10月10日
Foi assim que França marcou o golo da vitória do Gil Vicente
Falhanço incrível de Liberato ou grande defesa de Lucão?
Quase três semanas depois a Liga regressou com um dérbi minhoto entre Moreirense e Gil Vicente. Depois de tanto tempo sem campeonato, esperava-se, em Moreira de Cónegos, um jogo de maior intensidade, talvez até com mais golos, para matar as saudades.
A verdadeira emoção, depois de alguns avisos pelo meio, ficou guardada para os minutos finais, com o resultado a sorrir à equipa visitante. Os galos colocaram um ponto final nos quatro jogos consecutivos sem vencer e somaram o primeiro triunfo fora de portas da temporada.
O Gil Vicente entrou a todo o gás e assumiu as rédeas da partida desde o apito inicial. Em apenas cinco minutos, os galos já tinham criado duas boas aproximações à baliza do Moreirense. Pelo corredor direito, Murilo e Ricardo Esgaio combinavam com facilidade e encontravam espaço para chegar à área dos cónegos, perante as dificuldades da equipa da casa para travar o ímpeto ofensivo dos visitantes.
Luís Pinto parecia ter a lição bem estudada e, durante os primeiros minutos, levou a melhor no duelo tático. Mas Vasco Botelho da Costa soube ler o jogo e foi ajustando a equipa à medida que o encontro avançava.
O Moreirense começou por apostar em linhas subidas, embora sem conseguir ultrapassar a pressão gilista, mas encontrou gradualmente na profundidade e na velocidade uma resposta para os problemas iniciais. Tiago Andrade assumiu um papel importante nessa transformação, dando maior dinâmica ao ataque dos cónegos.
E, apesar da entrada mais forte dos visitantes, foi o Moreirense a criar a primeira grande oportunidade do encontro. Liberato aproveitou um desvio a uma bola de Ricardo Esgaio e, na pequena área, ficou cara a cara com Lucão. O guarda-redes brasileiro agigantou-se entre os postes e, com uma intervenção decisiva, desviou a bola por cima da baliza, negando o golo ao Moreirense.
No segundo tempo, os cónegos deram continuidade ao crescimento que tinham demonstrado na primeira parte, num jogo cada vez mais equilibrado, físico e com oportunidades junto das duas balizas. O Gil Vicente esteve perto de marcar logo aos 49 minutos, quando Murilo serviu Andreas Lausen, que rematou cruzado e viu a bola passar muito perto do poste.
A partida ganhou verdadeiramente intensidade na reta final, com as duas equipas a mostrarem cada vez mais o quanto queriam os três pontos. Aos 82 minutos, André Ferreira assinou uma grande intervenção para negar o golo a Ricardo Esgaio. Do outro lado, o Moreirense também esteve perto de marcar, mas Landerson não conseguiu chegar a tempo ao cruzamento de Tiago Andrade, desperdiçando uma excelente oportunidade na cara de Marcão.
Quando o empate parecia destinado a resistir até ao apito final, o Gil Vicente beneficiou de uma grande penalidade. Walace França assumiu a responsabilidade e, já no tempo de descontos, rematou colocado para o canto inferior esquerdo e garantiu o triunfo dos galos por 1-0.
Entrou aos 82 minutos e precisou de pouco tempo para deixar a sua marca. Chamado a converter a grande penalidade já nos descontos, Walace França não tremeu e assinou o golo que garantiu os três pontos ao Gil Vicente. Com poucos minutos em campo, acabou por ser o rosto de um triunfo importante para os galos.
Kaba e Gilberto Batista disputavam a posse de bola, com o avançado do Gil Vicente a procurar ganhar a frente ao defesa e a seguir em direção à baliza de André Ferreira. Maracás tentou travar a progressão do adversário, mas chegou tarde e um toque ligeiro entre os joelhos dos dois jogadores foi suficiente para derrubar Kaba dentro da área.
O árbitro não teve dúvidas e apontou de imediato para a marca dos 11 metros. Os cónegos ainda alimentaram a esperança de ver a decisão revertida após a intervenção do VAR, mas a análise não alterou o veredito inicial. A entrada de Maracás acabou por sentenciar o encontro já muito perto do apito final.
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