Maisfutebol
11 de outubro de 2026
O Benfica bateu o Vitória este domingo, no Estádio da Luz, com uma exibição com duas caras bem distintas. Uma primeira parte avassaladora, em que chegou à vantagem, atirou uma bola ao ferro e desperdiçou uma mão cheia de oportunidades.
Depois, uma segunda parte, com um ritmo bem mais baixo, com muitos erros, a provocar muita desconfiança nas bancadas, até ao golo da tranquilidade, marcado por Sudakov. Os encarnados acabam por conseguir o essencial e voltam a ascender ao segundo lugar da classificação, no primeiro jogo da Liga em que não consentiram na Luz.
Marco Silva pediu à equipa uma reação à derrota no clássico do Dragão e a equipa correspondeu em toda a linha, entrando no jogo de dentes cerrados e impondo uma intensidade extenuante, obrigando o Vitória a recuar em bloco para a defesa da área de Oliwier Zych. O Benfica entrou mesmo de cara feia, sem pudor em fazer faltas para recuperar a bola mais rápido, para depois atacar de imediato a profundidade com um bloco asfixiante.
Com Schjelderup e Rafa Silva bem abertos sobre as alas, era o irrequieto Prestianni que provocava constantes desequilíbrios, aparecendo sobre a direita, ao centro, mas, sobretudo, pela esquerda. Quando o argentino se juntava a Samuel Dahl e Schjelderup, o Benfica conseguia via aberta para a área minhota e as oportunidades surgiram em catadupa.
O Vitória defendia com uma linha fixa, mas depois tinha também marcações personalizadas às principais figuras do ataque, como é exemplo, a constante perseguição de Doucet aos movimentos de Prestianni. Um exercício muito complicado para a equipa de Tiago Margarido, face às constantes movimentações dos encarnados como é bom exemplo um dos primeiros lances do jogo, logo aos 4 minutos, com o Benfica a invadir a área por todos os lados e Rafa Silva, em excelente posição, a acertar em cheio no poste, depois de um primeiro remate de Schjelderup.
O Vitória, nesta altura, limitava-se a despejar bolas para o meio-campo contrário, mas o Benfica regressava rápido com a redondinha, e, em dois tempos, provocava novo alvoroço na área vitoriana. Schjelderup teve nova oportunidade soberana para abrir o marcador, mas, isolado diante de Zych, atirou cruzado ao lado.
Foi preciso esperar 24 minutos para a Luz festejar o primeiro golo que surgiu, lá está, em mais uma investida sobre a esquerda, com Samuel Dahl a combinar com Pavlidis, a entrar na área, para depois picar a bola sobre Zych. A Luz quase veio abaixo, tanta era a tensão acumulada.
🚨🇵🇹 | GOAL: SAMUEL DAHL OPENS THE SCORING FOR BENFICA! WHAT A FINISH! Benfica 1-0 Vitoria Guimaraes. https://t.co/441IWdnzuc
— TheGoalsZone (@TheGoalsZone) October 11, 2026
Mas o Benfica não descansou, pelo contrário, manteve a mesma pressão e continuou a criar novas oportunidades, com destaque para um pormenor delicioso de Leandro Barreiro que tentou desviar um cruzamento de Pavlidis com o calcanhar. Neste sufoco constante, o Vitória conseguiu sair a jogar apenas por duas vezes, mas, tudo somado, conquistou um canto e arrancou um remate de Miguel Nogueira, mas muito por alto, sem perigo.
O Benfica acabou por levantar o pé no final da primeira parte, para recuperar o fôlego, e o Vitória conseguiu, finalmente, ter posse de bola, mas o intervalo chegou logo a seguir.
A verdade é que o Benfica não conseguiu recuperar o ataque avassalador que tinha demonstrado nos primeiros 35 minutos, pelo contrário, regressou ao campo com um ritmo bem mais baixo, pouco paciente e a cometer erros atrás de erros. O Vitória entrou bem melhor e, num espaço de poucos minutos, conquistou três pontapés de canto [só tinha tido um na primeira parte] e colocou a equipa da casa em sentido.
Era mais do que evidente que este não era o mesmo Benfica e Marco Silva também percebeu isso, procurando refrescar a sua equipa com as entradas de Aursnes e Echeverri para os lugares de Barreiro, já amarelado, e de Schjelderup, um dos mais desgastados em termos físicos.
Mudanças que demoraram a ser assimiladas pela equipa e o Vitória, completamente transfigurado, com mais posse de bola, ia procurando a sua sorte, a jogar cada vez mais perto da baliza de Samuel Soares. Diferença também nas bancadas, com os aplausos da primeira parte a serem substituídos por assobios, sobretudo, quando a equipa perdia a bola com passes mal medidos o que era cada vez mais frequente. Mais um sinal de desgaste acentuado.
O Benfica procurava agora explorar mais as transições e, com o Vitória a subir, até tinha espaços para isso. Echeverry teve uma primeira oportunidade, com um remate fortíssimo à entrada da área para grande defesa de Zych e, pouco depois, Prestianni [este não se cansa], lançado por Pavlidis, atirou a rasar a barra. A verdade é que a equipa demorava a engrenar e Marco Silva continuou a mexer, fazendo entrar sucessivamente Lukebakio e Sudakov.
E foi mesmo o ucraniano que recuperou a tranquilidade para a Luz, a quinze minutos do final, depois de meia-hora em que o jogo podia ter caído para qualquer um dos lados. Mais um lance desenhado pelo endiabrado Prestianni e com assistência de Echeverri, com Sudakov a ter tempo para ajeitar a bola antes de atirá-la para o fundo das redes. Um enorme suspiro de alívio percorreu as bancadas da Luz.
🚨🇵🇹 | GOAL: GEORGIY SUDAKOV DOUBLES THE LEAD FOR BENFICA! Benfica 2-0 Vitoria Guimaraes. https://t.co/lNlUBBQ4gS
Um golo que também acabou por tranquilizar a equipa do Benfica que acabou por gerir os últimos dez minutos, novamente com posse de bola, mas já com o pensamento na receção ao Celtic, marcado para a próxima quinta-feira.
O Vitória incomodou na segunda parte, deu mais trabalho, mas também é verdade que Samuel Soares não fez uma única defesa em todo o jogo.
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