Maisfutebol
11 de outubro de 2026
Mais uma exibição de luxo de Gianluca Prestianni. Marco Silva deu-lhe rédea solta e o argentino andou por ali a fazer estragos, à direita, ao centro e, sobretudo à esquerda. Encheu o campo com as suas diagonais estonteantes, provocando constantes desequilíbrios e abrindo verdadeiras clareiras na área do Vitória.
Foi dos poucos que não quebraram na segunda parte e, apesar de ter de correr mais, para chegar à baliza do Vitória, continuou a aparecer na área e esteve muito perto de marcar, com um remate que quase tirou tinta à trave.
O Benfica tinha realizado uma primeira parte avassaladora, apesar de ter marcado apenas um golo, mas sentiu mais dificuldades para manter o ritmo na segunda parte, permitindo ao Vitória entrar no jogo, perdendo bolas atrás de bolas com passes mal medidos. As bancadas começavam a ficar desconfiadas, quando Echeverri encontrou Sudakov destacado no corredor central. O ucraniano teve tempo para ajeitar a bola, antes de atirar para o findo das redes. A Luz respirava de alívio.
Marco Silva explicou, na antevisão do jogo, que Jhon Durán tinha poucos minutos por causa da boa forma de Pavlidis. Desta vez o grego não marcou, mas esteve sempre muito em jogo e foi ele que fez a assistência para o primeiro golo do Benfica, deixando ainda a sua marca no segundo. No primeiro combinou com Dhal, com um grande passe no corredor central, no segundo está também no início do lance sobre a esquerda. Mesmo sem marcar, o grego continua a ser decisivo.
Grande exibição do lateral sueco que passou toda a primeira parte a subir pelo corredor, para constantes combinações com Prestianni e Schjelderup. Foi ele que marcou o golo que abriu o marcador, por sinal o primeiro na temporada, na sequência de mais uma investida, desta vez, para combinar com Pavlidis, antes de picar a bola sobre Zych.
Tal como Sudakov, também entrou muito bem no jogo, arrancou um remate fenomenal, que obrigou Zych à defesa da noite e ainda fez a assistência para Sudakov fazer o segundo golo da noite. O argentino começa a conquistar o seu espaço na equipa.
O Vitória raramente conseguiu sair a jogar e, das poucas vezes que o conseguiu, foi pelos pés do lateral romeno que, com um grande pulmão, conseguiu explorar, a espaços, o adiantamento de Samuel Dahl para atacar a profundidade e ainda arrancou um cruzamento perigoso.
Teve a difícil missão de travar Prestianni, perseguindo-o a toda a largura do campo. Uma missão quase impossível, uma vez que o argentino nunca está quieto e não tem propriamente um futebol previsível.
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