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Sporting-V. Guimarães, 3-2 (crónica)
14 de agosto de 2026
Sporting-V. Guimarães, 3-2 (crónica)
Impróprio para cardíacos...
Primeira parte de leão. Rui Borges viu uma equipa comprometida em campo durante 45 minutos e a eficácia foi idêntica à da jornada inaugural da Liga. Três golos importantes para deixar o Sporting confortável no jogo ao intervalo.
Quem esperava um segundo tempo tranquilo, veio para o jogo errado. O V. Guimarães entrou melhor, aproveitou o nervosismo do adversário e esteve muito perto de criar novo escândalo para a turma de Rui Borges.
RECORDE AQUI O FILME DESTE ENCONTRO.
Regresso a Alvalade. Uma semana depois do primeiro desaire da temporada. Muitas incertezas nas bancadas e um misto de reações aquando do anúncio de Luis Suárez, novamente suplente de início no conjunto verde e branco.
Dentro de campo, uma entrada forte dos leões. Certamente motivados para fazer melhor do que no último sábado. Nota para um drible bem conseguido por parte de Doumbia, a empolgar as bancadas. Mas não há nada que o faça melhor do que um golo. Numa altura em que a saída de Pedro Gonçalves parece uma certeza, houve alguém com o mesmo apelido a brilhar, neste caso o jovem Flávio.
Há a destacar um lance de insistência de Ioannidis, que nunca desistiu, recuperou a bola e permitiu ao colega de equipa surgir no coração da área e finalizar para o 1-0. Flávio Gonçalves já tinha deixado muito bons apontamentos no jogo da jornada inaugural, mas desta vez quis colocar o nome na lista de marcadores e abrir assim o ativo em Alvalade.
Ora, os fantasmas do passado apoderaram-se dos jogadores do Sporting durante alguns minutos e sentiu-se o nervosismo com bola. Como se o medo de voltar a sofrer o empate (tal como há uma semana) ali estivesse presente.
Faltava algo à equipa liderada por Rui Borges. É nestas alturas que se procura algo mais nos individualistas (no bom sentido). Um toque de classe sobre um defesa e o passe para o coração da área. Esta foi a fórmula encontrada por Geny. Ioannidis rodou sobre si mesmo e atirou de pé esquerdo para o fundo da baliza. Um verdadeiro golaço.
A partir daqui o jogo sofreu uma ligeira quebra de ritmo e as oportunidades de golo deixaram de existir. Pelo menos, deixaram de existir até Altimira querer. Não há muitos jogadores capazes de fazer o que o espanhol fez aos 41 minutos. Deram-lhe espaço para sonhar e o remate de fora da área só terminou no 3-0. Visto da bancada de imprensa ainda pareceu mais sensacional.
O intervalo chegou a passos largos e a vantagem de três golos era justificada pela superioridade ofensiva dos leões em toda a linha. Tiago Margarido optou por mudar três peças no xadrez e a equipa até regressou dos balneários comprometida a deixar tudo em campo.
Nota para dois lances de real perigo junto da baliza de Rui Silva. Um deles por culpa de Ndoye, que subiu ao segundo andar e quase marcava um belo golo de cabeça. Outro por falta de comunicação entre o guarda-redes leonino e Eduardo Quaresma. Samu quase aproveitou a oferta para fazer o 3-1. A bola passou a centímetros da trave.
A verdade é que os vimaranenses criaram instabilidade nas hostes leoninas, muito à semelhança do que já tinha acontecido diante do Estrela… só que desta vez sem golos à mistura. Ouviram-se assobios nas bancadas, mesmo com o 3-0 no marcador, e Tiago Margarido gostava certamente do que via da equipa no segundo tempo.
Está a adivinhar o que aí vem, certo? Pois é. Dois golos de rajada para o V. Guimarães e pelo meio uma enorme assobiadela na entrada de Luis Suárez em campo. Samu reduziu a desvantagem aos 66 minutos e pouco depois surgiu a cabeçada certeira de Ndoye. Insatisfação generalizada em Alvalade.
A partir daqui houve de tudo um pouco. Sporting com algum controlo da posse de bola. V. Guimarães à procura de um empate que ao intervalo parecia inalcançável. Uma autêntica montanha-russa de emoções.
Três pontos muito importantes para o Sporting, não apenas pelo número em si, mas pelo que se sofreu nas bancadas até ao apito final do árbitro.
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