Maisfutebol
9 de outubro de 2026
André Villas-Boas e José Pereira da Costa – presidente e administrador financeiro do FC Porto, respetivamente – apresentaram o relatório e contas do FC Porto relativo ao exercício de 2025/26. Na manhã desta sexta-feira, no Dragão, os dirigentes esclareceram os valores e planos de futuro, em conferência de imprensa.
No mercado de 2026/27, o FC Porto investiu 37,4 milhões de euros na aquisição de jogadores, tendo efetuado 78,3 milhões em vendas. A SAD revela ainda que gastou um total de 8,9 milhões na intermediação de negócios.
No acumulado de três janelas de mercado, o FC Porto arrecadou 340 milhões em vendas e investiu 202 milhões em compras. Ou seja, um saldo positivo de 138 milhões.
Segundo José Pereira da Costa, os 50 milhões da venda do Rodrigo Mora irão ser na totalidade contemplados já no próximo exercício (2026/27) da SAD portista, que encara o acionamento da cláusula de venda [de 25 milhões, que se acresce aos 25 milhões iniciais] como uma formalidade.
«O resultado do exercício anterior decorre de uma consolidação da aposta desportiva para esta época e passou pela permanência de elementos essenciais do plantel. É algo que já não se verificava há muitos anos. Desde a constituição da SAD [em 1997] que não houve um exercício em que não se vendesse algum dos 11 jogadores mais utilizados do plantel.»
«Este é também o valor mais elevado de sempre do plantel. Estamos neste momento com o valor de mercado mais elevado da Liga [471 milhões de euros, de acordo com o Transfermarkt], o que mostra o sucesso desta estratégia, que se traduz em sucesso desportivo e sucesso na valorização do plantel», referiu José Pereira da Costa.
Por sua vez, André Villas-Boas salientou a venda de Rodrigo Mora à Roma – num valor global de 50 milhões de euros, mais dois milhões por objetivos – para relativizar o prejuízo relativo ao exercício de 2025/26.
«Se a transferência fosse feita antes de 30 de junho, o resultado deste exercício seria positivo. O mercado ficou marcado pelo Mundial, período durante o qual os clubes atuam pouco. Nem os detentores de determinados talentos querem executar as suas vendas demasiado cedo», argumentou o presidente dos dragões.
Lembrando que há a necessidade de vender por parte de qualquer um dos grandes portugueses, Villas-Boas não esquece que o exercício analisado nesta sexta-feira decorre do «maior mercado de sempre» do FC Porto, com investimento de 120 milhões a pensar na «renovação de uma equipa que tem talento e profundidade em todas as posições».
Para encerrar o tópico, André Villas-Boas reiterou que, para lá da venda de jogadores, o FC Porto está «obrigado a estar sempre» na Liga dos Campeões. Deste modo, o presidente esclarece que não há pressão para vender titulares até 30 de junho, considerando a entrada na Champions e as vendas de Mora e Deniz Gül, após 30 de junho, que entram no exercício corrente.
«Recuperar o título era uma obrigação, mas manter o FC Porto nesse lugar é uma responsabilidade. A pressão do mercado refletiu-se nas duas semanas do fecho, porém, o FC Porto resistiu às abordagens e, também por isso, mantivemos o jogador mais valioso da Liga [Victor Froholdt]», concluiu.
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