Maisfutebol
2026年10月12日
A música de Bonnie Tyler que se ouviu antes do apito inicial parecia anunciar o que estava para acontecer nos Arcos. O Rio Ave precisava de um herói e encontrou-o em Jalen Blesa, que, aos 73 minutos, não tremeu da marca dos onze metros e assinou o golo da vitória por 3-2 frente ao Nacional. Uma vitória épica, construída com sofrimento, reviravoltas e uma dose extra de coragem, depois de os vilacondenses terem ficado reduzidos a dez jogadores ainda antes da hora de jogo.
A estreia de Vasco Seabra no comando técnico rioavista não podia ter sido mais intensa. Num duelo entre duas equipas pressionadas pela classificação e necessitadas de pontos, o Nacional chegou primeiro à vantagem, mas o Rio Ave conseguiu empatar antes do intervalo. Na segunda parte, a expulsão de João Tomé, após dois cartões amarelos em menos de cinco minutos, parecia complicar ainda mais a missão dos da casa.
Só que foi em inferioridade numérica que a equipa de Vila do Conde voltou a marcar, por Diogo Bezerra. A resposta insular surgiu quase de imediato, com Abdel Njoya a bisar e a repor a igualdade, mas estava guardado para Blesa o último golpe.
O avançado assumiu a responsabilidade da grande penalidade e fez-se herói, dando a Vasco Seabra uma estreia de sonho e ao Rio Ave três pontos preciosos. Afinal, nos Arcos, a música não podia ter sido mais premonitória: quando foi preciso um herói, ele apareceu.
O Rio Ave entrou melhor, assumiu as despesas do jogo e procurou instalar-se no meio-campo contrário, mas foi o Nacional quem revelou maior pragmatismo e criou as ocasiões mais perigosas. As duas equipas, a precisar de pontos, apresentaram-se com cinco alterações cada em relação aos últimos onzes: Vasco Seabra lançou Gustavo Mancha, Vrousai, Sellouki, Liavas e Clemmensen, enquanto Alexandre Santos apostou em Deivison, Kokolo, Dongmo, Daniel Júnior e Abdel.
Depois de um início de maior iniciativa dos vilacondenses, os insulares começaram a ameaçar e, aos 12 minutos, Matchoi obrigou Vítor Hugo a uma defesa de grande nível, com um remate potente à entrada da área. O Rio Ave tentou responder, com Sellouki a rematar para as mãos de Marin, mas foi o Nacional quem esteve mais perto de marcar.
Aos 27 minutos, Abdel Njoya desperdiçou uma excelente oportunidade, atirando por cima no coração da área. O avançado redimiu-se aos 32 minutos, ao cabecear para o fundo das redes após cruzamento de Daniel Júnior e assistência de cabeça de Francisco Gonçalves.
A resposta rioavista chegou aos 40 minutos. Miguel Patrício rematou de fora da área, a bola desviou em Zé Vítor e Marin ainda conseguiu defender como pôde, mas Clemmensen aproveitou a recarga para restabelecer a igualdade. Fazia-se justiça no marcador e tudo ficava em aberto para o segundo tempo.
A segunda parte começou com um contratempo para o Rio Ave, que ficou reduzido a dez jogadores aos 54 minutos, após a expulsão de João Tomé, por acumulação de amarelos. Mas a inferioridade numérica não travou os vilacondenses: aos 57 minutos, Diogo Bezerra concluiu com classe um contra-ataque conduzido por Clemmensen e colocou a equipa da casa em vantagem.
A resposta do Nacional foi imediata e, apenas dois minutos depois, Abdel Njoya aproveitou um corte falhado de Miguel Patrício para bisar e restabelecer a igualdade. O jogo ganhou emoção e o Rio Ave voltou a ameaçar, com Jalen Blesa a ficar perto do golo, depois de contornar Renato Marin, mas sem ângulo para finalizar.
Aos 70 minutos, o árbitro foi chamado pelo VAR para rever um lance na área do Nacional e assinalou penálti por falta de Dongmo, que pisou um adversário. Chamado à conversão, aos 72 minutos, Jalen Blesa não tremeu e atirou para o lado direito da baliza, fazendo o 3-2 e devolvendo a vantagem aos rioavistas.
Até ao final, o Nacional procurou novamente o empate, mas Vítor Hugo brilhou com uma defesa monstruosa a remate de Miguel Baeza, no coração da área, segurando uma vitória preciosa para o Rio Ave, conquistada com menos um jogador em campo.
Foi o herói de uma tarde épica em Vila do Conde. Blesa sofreu a falta que deu origem à grande penalidade e, chamado à conversão, não tremeu, atirando para o lado direito da baliza, sem hipóteses para Renato Marin. Um contributo decisivo para uma vitória arrancada a ferros, com o Rio Ave reduzido a dez jogadores.
Em menos de cinco minutos, João Tomé viu dois cartões amarelos e foi expulso, deixando o Rio Ave em inferioridade numérica numa altura em que procurava dar a volta ao marcador. Um duro golpe para os vilacondenses, que acabaram por transformar a adversidade em motivação para uma vitória de enorme valor.
Não podia ter pedido melhor estreia. Vasco Seabra chegou a Vila do Conde com a missão de inverter o ciclo negativo e conseguiu logo uma vitória frente a um adversário direto, por 3-2 e mesmo com menos um jogador durante boa parte da segunda parte. Uma resposta de carácter e competitividade que pode dar novo fôlego aos rioavistas na luta por pontos.
Mesmo reduzido a 10, o Rio Ave FC leva a melhor no Estádio dos Arcos 💪
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— sport tv (@sporttvportugal) October 11, 2026
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