Maisfutebol
7 أكتوبر 2026
O arranque de 2026/27 foi complicado para Renato Paiva, que comanda os mexicanos do Santos Laguna. Depois de seis derrotas e um empate no Torneio de Abertura do campeonato, o treinador português de 56 anos conquistou três vitórias consecutivas, contra Juárez, Toluca e Pachuca.
«O projeto foi-me apresentado numa perspetiva de recuperação de um histórico. Já sabíamos da dificuldade inicial do calendário, que nos obrigou a defrontar as oito equipas mais fortes. Houve um ou outro resultado que ficou aquém do que jogámos», começou por dizer à agência Lusa.
Renato Paiva chegou ao Santos Laguna em maio e acumula quatro vitórias em 13 jogos.
Detentor de seis títulos de campeão, o último em 2017/18, o Santos Laguna chegou à pausa internacional no 15.º lugar do Torneio de Abertura, a 10 pontos dos líderes Toluca e Club América.
«É um trabalho de menos a mais e podemos dizer que a recuperação está a caminho, também na forma de jogar, na mentalidade e, em especial, na reconexão com os adeptos», acrescentou.
Renato Paiva ambiciona devolver o Santos Laguna aos play-offs de campeão, o que não acontece há três anos. O treinador português tem contrato até 2028 e, no México, já orientou Toluca e Club León. De resto, orientou os brasileiros de Fortaleza, Botafogo e Bahia, além dos venezuelanos do Independiente del Valle.
Antes, Renato Paiva viveu década e meia no Benfica, variando nos escalões de formação e atingindo a equipa B. Entre dezenas – senão centenas – de jogadores que orientou, o “mister” trabalhou com Gonçalo Ramos e João Félix, dupla que brilha na Seleção.
«Jogaram assim quando eu era treinador nos sub-17 do Benfica. O segredo do Félix foi colocá-lo na verdadeira posição dele, ou seja, a segundo avançado. O Gonçalo Ramos é muito letal na área, movimenta-se bastante e ajuda outros colegas a terem espaço para marcar. A mobilidade dele ajudará muitíssimo.»
«A Seleção tem ideias claras, faz pressão alta e quer recuperar a bola, por vezes até a roçar a marcação individual. Vejo uma equipa mais organizada e os jogadores nas posições específicas. Os jogadores são de elite mundial e perceberam rapidamente o que Jorge Jesus quer. É um casamento perfeito», analisou.
Quanto a Paulinho, ex-Sporting e goleador do Toluca, Renato Veiga gaba-se de ter contratado o avançado.
«É um dos atletas mais inteligentes que treinei na criação e ocupação de espaços. É tecnicamente refinado e um monstro a finalizar. Disse aos diretores que estavam a contratar o melhor marcador do campeonato. Eles não acreditaram, mas o Paulinho foi o melhor marcador e jogador. É um Deus no México», detalhou.
Por último, e porque continua atento à atualidade nacional, Renato Paiva visou os despedimentos de treinadores na Liga, como aconteceu com João Gião no Nacional.
«É raríssimo o projeto que tem um caminho claramente definido. Escolhe-se um treinador com características ofensivas e, depois, outro com perfil defensivo. Depois, quem paga são os treinadores.»
«Se tens tantos treinadores que não funcionaram, a culpa é deles ou de quem os escolhe? Eu não vejo demissões de diretores desportivos, nem de presidentes. Se eu estivesse em Portugal já teria sido despedido em função dos resultados», terminou.
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